quinta-feira, 4 de abril de 2013

A grande família


Com o crescimento do número de divórcios no Brasil, mais de 351 mil em 2011, segundo pesquisa do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cresce também o número de pessoas que voltam a se casar após a separação. 
De acordo com o estudo, 20,3% dos divorciados voltam a se casar. Se levarmos em conta o número de pessoas que mantém um novo relacionamento mas não o oficializam no cartório, a tendência é de aumento nos índices.
Como as taxas de divórcio são maiores entre pessoas de 30 e 53 anos, é comum que algum indivíduo do casal já possua filhos fora desse casamento, e algumas vezes, os dois parceiros passam por essa situação.
“Eu tenho um irmão que é dos meus pais, uma irmã do meu pai com a minha madrasta e outro ‘irmão’ do antigo casamento da minha madrasta”, conta Letícia Souza, 16 anos. Para Letícia, a relação com a pequena Pietra, de apenas dois anos, é a mais tranquila. “Ela é um amorzinho, brinco com ela e temos uma relação muito boa, ela é muito gostosa de se conviver”, afirma.
Apesar do bom clima, a situação nem sempre é assim. “Com o Guilherme, filho mais velho da minha madrasta, a relação é horrível. Ele me trata muito mal e só vê o valor material das coisas. Não consigo considerá-lo como meu irmão de verdade”, destaca.
Ela também conta que a relação com a madrasta não é das melhores e admite que isso pode influenciar nos problemas com o garoto de oito anos. “Ela não tem o papel de mãe para mim, nunca está ali quando eu preciso, e isso talvez gere uma rejeição minha com ele, não sei”, explica. “Acredito que não seja pelo fato dele ser menino, pois com o Lucas tenho um convívio excelente, é claro que temos brigas, mas nada demais”, completa ela ao falar do irmão de 18 anos, fruto do antigo casamento de seus pais. 


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