quarta-feira, 3 de abril de 2013

Meio-irmãos à distância


A aproximação de um novo membro da família, seja ou de sangue ou não, deve ocorrer de forma saudável, mas isso depende do modo como esta aproximação será tratada pelos pais. Esse tipo de situação normalmente ocorre de duas formas distintas. A primeira trata-se de pais que se separam e depois se relacionam com outra pessoa que já tem um filho, enquanto a outra acontece quando pais geram filhos de um novo casamento. Nesses dois casos, torna-se comum meio-irmãos que moram longe uns dos outros, devido aos novos relacionamentos e casamentos de seus pais.

E foi isso que aconteceu com o estudante de administração Pedro Rollemberg (22), que tem pais separados e duas meias-irmãs, uma com 27 e outra com 28 anos, que moram com sua mãe no Rio de Janeiro. “Aqui em São Paulo, eu não morava com elas, mas nos víamos nos finais de semana. Depois, dos 9 aos 11 anos de idade, morei com minha mãe e com essas minhas duas irmãs no Rio de Janeiro”, contou Pedro, que diz ter um bom relacionamento com suas irmãs. “Sempre que dá eu e minhas irmãs conversamos. Somos um pouco afastados, mas quando eu ligo ou falo com elas pelo Facebook a conversa flui normalmente”, completou o estudante.

Segundo Pedro, a diferença idade entre eles não os afasta, mas a distância realmente é um fator que atrapalha a proximidade entre eles. “Se a gente morasse na mesma cidade, eu as encontraria pelo menos nos finais de semana. Sempre tivemos uma boa relação. Por serem mais velhas, elas sempre brigavam comigo para ser um cara bacana e ter caráter. Hoje a nossa relação ainda é boa, conversamos sobre trabalho, faculdade e outras coisas de nosso cotidiano”, contou.

Para a psicóloga Denise Pilatti (48), no caso de um meio-irmão, de uma criança que é fruto de um novo casamento, é importante que os pais incentivem o convívio entre eles e mostrem que há vantagens dentro desta nova companhia. “Há dessa forma a criação de situações de diversão, de conversas, para que eles encontrem, de forma natural, um ponto em comum para se darem bem”, comentou Denise.

Apesar disso, todo esse cuidado que os pais devem tomar não garante o bom relacionamento entre os novos irmãos. Para Denise, é importante que os pais não criem expectativas de que todos se darão bem. O principal é mostrar aos filhos que mesmo estando em um novo casamento, o bem-estar das crianças deve vir em primeiro lugar.

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